PERMANECENDO FIRMES NA FÉ

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PADRE ASSIS 2013Neste Domingo, penúltimo do Ano Litúrgico, surge diante de nós a realidade do fim do mundo e da consumação do tempo. A sagrada liturgia quer nos mostrar uma realidade final, nos leva a pensar na provisoriedade e fragilidade de nossa existência e chegar à conclusão de que só Deus é permanente.

Ao longo deste Ano Litúrgico C que termina, acompanhamos as perícopes principais do Evangelho de São Lucas. "Ao seguir esse Evangelho percorre-se tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o ministério na Galileia até os acontecimentos de Jerusalém. A seleção (dos textos) leva os que participam da liturgia dominical através da Galileia, os faz subir a Jerusalém e os converte em testemunhas do ministério de Jesus na cidade santa. Lucas é o evangelista da salvação na história, uma história que vê como protagonista em primeiro lugar, o próprio Jesus, guiado pelo Espírito, e depois a Igreja, sob a ação do próprio Espírito." (Sodi, 2010.)

Jerusalém a cidade-capital atrai tudo para si, aí Jesus será crucificado e desta cidade, acontecido o pentecostes, partirão cheios do Espírito os discípulos para a pregação da "boa notícia" para o mundo inteiro. Chegado a Jerusalém Jesus "ensinava diariamente no Templo. «Como alguns diziam a respeito do Templo que era ornado de belas pedras e de ofertas votivas, ele disse: "Contemplais essas coisas... Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra que não seja demolida!"» (Lc 21,6) Para um judeu observante ou para os discípulos de Jesus, nenhuma imagem falava do final dos tempos com mais eloquência ou dramaticidade que a imagem do Templo de Jerusalém em ruinas. Ouvir que o maravilhoso Templo, maior imagem visível da presença de Deus em meio ao seu povo, em breve seria destruido, soa a blasfêmia. O Templo destruido é a imagem do povo de Israel arruinado. Porém, essa expressão de Jesus tem mais força ainda quando contemplamos hoje em Jerusalém a esplanada do templo e vemos que realmente é verdade o que Jesus previu; do templo não sobrou nada, só um montão de ruinas e um resto de muro onde os judeus se lamentam há séculos.

Pe. JOSÉ ASSIS P. SOARES

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