ADVENTO DE ESPERANÇA
Publicado em

Como eu estou colaborando na construção de ambientes sadios, tentando dar os meus humildes préstimos como tributo para os alicerces da civilização do amor, da paz, da fraternidade solidária? Meu verdadeiro interesse pela felicidade das pessoas é sincero? Tento transmitir afeto e compreensão diante dos que fracassam, descartados, rejeitados, excluídos da comunhão? O que faço para diminuir a dor dos que carregam o fardo da cruz das suas próprias fraquezas, apontadas pelos que se julgam impolutos, ilibados, puritanos? Conheço a situação real dos que são banidos da convivência dos bons?
Por vezes escutamos e embarcamos nas fofocas animadas sobre as culpas da vida pregressa de alguém, submetido ao escárnio dos que se deliciam com sua queda. Consigo trazer em minha bagagem espiritual o antídoto da compaixão, aliviando o desconforto de quem está sufocado, intoxicado pelo veneno de comentários inoportunos, não raro, inverídicos?
Tento me esforçar para ser bálsamo aplicado qual lenitivo nas feridas da alma, ressequidas pela tristeza de quem perde a alegria de viver? Assumo atitudes proativas, tentando fazer aos que precisam e merecem ao menos um pouco de bem através de pequeninos gestos de conforto e esperança? Qual é mesmo o compromisso que assumi, em horas de consolo e alegria, tomando a firme resolução de me abrir aos outros, em vez de permanecer fechado nos meus caprichos egoístas?