A morte: de destino a caminho

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FINADOS 2018 Dom Henrique ilustraçao

Amanhã, nós cristãos, faremos uma pausa nas nossas atividades para reverenciar nossos irmãos falecidos. A Igreja denomina este dia de “Comemoração de todos os fiéis defuntos”.

É um dia no qual nós rezamos principalmente pelos nossos irmãos na fé, os batizados em Cristo que já morreram. Claro que toda a humanidade, não só os cristãos, são objeto da oração e solicitude da Igreja, que é Corpo de Cristo, o Salvador de todos! A Igreja é o Povo sacerdotal e, diariamente, na Santa Missa, recorda não somente os “nossos irmãos que partiram desta vida”, mas também “todos aqueles cuja fé só Vós conheceis”!

O Dia de Finados coloca-nos diante de uma questão fundamental: a questão da morte. Nosso modo de enfrentar a vida depende muito do modo como encaramos a morte, e vice-versa! Atualmente, há quatro modos possíveis de encará-la:

Há aqueles que cinicamente a ignoram. Vivem como se um dia não tivessem que morrer: preocupam-se só com esta vida: comamos e bebamos! Quando vão a um sepultamento, conversam o tempo todo assuntos banais e rasteiros. São pessoas rasas, que nunca pararam de verdade para se perguntar sobre o sentido da vida e, por isso mesmo, não vivem; sobrevivem, apenas! Essas, quando tiverem que enfrentar a própria morte, que vazio, que absurdo encontrarão! É o preço a pagar pelo modo leviano com que viveram a vida! Isto é triste porque quando o homem não pensa na morte, esquece que é finito, passageiro, e, assim, começa a julgar-se deus de si mesmo e tudo que consegue é infernizar sua vida e a dos outros...

 

 

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